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PSICOTERAPIA

As raízes da psicologia remontam à Grécia Antiga, quando o filósofo Aristóteles (384-322 a.C.) produziu o escrito Acerca da alma, citado muitas vezes como o primeiro manual de psicologia (Aristotle, 1956).

O termo psicologia, no qual reside a raiz etimológica psiché (alma) mais o sufixo logos (razão, estudo), surgiu no final do século XVI. Com o objetivo de tratar, remover ou modificar sintomas de natureza emocional e promover o crescimento e o desenvolvimento da personalidade.

Em meados do século XIX, surgiram as psicoterapias no Ocidente, as quais  variam em relação às escolas filosóficas, às perspectivas epistemológicas e às teorias e aos métodos que utilizam como orientação de suas intervenções práticas.

A psicoterapia é realizada de acordo com procedimentos psicológicos, oriundos de modelos que integram ciência, teoria e prática, baseados em aspectos cognitivos, emocionais, comportamentais, biológicos, psicológicos e sociais do funcionamento humano.

Por ser uma área da saúde mental, a psicoterapia é a principal linha de tratamento para qualquer assunto referente ao psiquismo. Para isso, propõem intervenções psicológicas, cujos objetivos centrais são:

  • restabelecer o funcionamento psíquico ótimo do paciente;
  • permitir que o paciente compreenda as causas do que lhe acomete, para que possa encontrar recursos psíquicos para lidar com suas dificuldades, problemas etc;
  • desenvolver meios de agir no mundo, redefinindo seus traços de personalidade.
  • solucionar problemas pontuais, que o afligem, bem como observar questões de cunho mais existencial.

 

Ou seja, a psicoterapia constitui uma experiência enriquecedora, que promove o desenvolvimento pessoal, emocional e relacional, pelo que também pode ser útil a quem pretenda aumentar o auto-conhecimento e refletir acerca de si próprio, das suas emoções e relacionamentos.

Quem deve buscar por psicoterapia?

Pessoas que buscam auto-conhecimento ou que tenham questões existenciais.

  • Pessoas encaminhadas por vários profissionais: médicos, assistentes sociais, pedagogos, professores, fonoaudiólogos, dentre outros.
  • Pessoas que estejam passando por sofrimento e estejam sentindo dificuldades em resolver essa situação sozinhas.
  • Pessoas com questões emocionais relacionadas a: estresse, dificuldades de relacionamento, problemas relacionados ao trabalho, sentimento de inferioridade, tristeza constante, ansiedade constante, medos, agressividade, insônia, insegurança, irritação exagerada, situações de luto, crises conjugais, problemas sexuais (impotência, frigidez, ejaculação precoce), obesidade, frustração, ciúmes excessivo, sintomas físicos sem justificativa médica, dificuldades escolares, hiperatividade, questões relacionadas a dificuldade em envelhecer, educar os filhos, dentre outros.
  • Pessoas que buscam orientação profissional e sexual.
  • Pessoas que passaram por acidentes ou situações de violência: sequestros, assaltos, abusos e estupros, dentre outras situações traumáticas.
  • Pessoas com depressão, idéias de morte (suicídio), fobias, bulimia, anorexia, manias, tiques, problemas com drogas, síndrome do pânico e outros quadros psiquiátricos.

 

ABORDAGENS:

-Terapia Cognitivo Comportamental: é uma abordagem que é mais específica, breve e focada no problema atual do paciente. Também conhecida como TCC, ela explica que o que nos afetam não são os acontecimentos e sim a forma que interpretamos, ou seja, trata-se de uma intervenção geralmente com objetivos definidos e, consequentemente, com um prazo específico para a conclusão.

 

A base, portanto, da terapia cognitivo-comportamental é que os pensamentos, sentimentos e crenças (cognições) desempenham um importante papel nos comportamentos. Se na terapia comportamental o enfoque maior esteve na influência do meio ambiente no comportamento (embora o chamado comportamento encoberto também tenha sido estudado), na TCC a perspectiva é a de que o que acontece “dentro” do indivíduo, em sua cognição, tem maior relevância para que as mudanças sejam permanentes.

 

A Terapia Cognitivo-Comportamental reinterpreta os elementos que geram emoção negativa. Tem como princípio básico à proposição de que não é uma situação que determina as emoções e comportamentos de um indivíduo, mas sim suas cognições ou interpretações a respeito dessa situação, as quais refletem formas idiossincráticas de processar informação. Com base nesse princípio e na hipótese de primazia das cognições proposta por Beck a Terapia Cognitiva busca a reestruturação cognitiva a partir de uma conceituação cognitiva da pessoa e de seus problemas.

 

 Reestruturação cognitiva refere-se à reformulação do sistema de esquemas e crenças do paciente através da intervenção clínica que, entre outras técnicas, utiliza-se do questionamento socrático a fim de desafiar esquemas e crenças disfuncionais, os quais, ao longo do desenvolvimento do paciente, tornaram-se rígidos e supergeneralizados.

 

 A terapia Cognitiva Comportamental é indicada quando seus pensamentos automáticos são sempre negativos, desencadeando uma série de fatores como: TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Ansiedade generalizada, Transtorno de pânico, Ansiedade Social, Transtornos alimentares, Transtornos de personalidade, Transtorno bipolar, entre outros.

 

 

-EMDR: Eye Movement Desensitization and Reprocessing (Dessensibilização e Reprocessamento por meio dos Movimentos Oculares) é uma nova forma de psicoterapia, desenvolvida nos EUA no final dos anos 80 pela Dra. Francine Shapiro. Permite a estimulação dos hemisférios cerebrais, onde as lembranças dolorosas são armazenadas, a princípio, a prática foi desenvolvida para pessoas com transtorno de estresse pós-traumático. Hoje ela também auxilia o tratamento de doenças como depressão, síndrome do pânico, transtorno de ansiedade etc.

De acordo com a psicóloga e representante do EMDR no Brasil, Esly Regina Souza de Carvalho, a terapia permite o reprocessamento neurológico de lembranças difíceis e dolorosas. E isso é possível por meio da integração do conteúdo neuronal em diferentes hemisférios cerebrais. "Com o EMDR criamos uma situação onde o próprio cérebro encontra um caminho de autorregulação. Por isso, é muito mais rápido que as terapias tradicionais", explica a especialista. Casos complexos que envolvam medo, dor ou insegurança podem logo desaparecer. O EMDR funciona como uma terapia cerebral, pois o indivíduo acaba refazendo conexões cerebrais, trabalhando novas sinapses, sendo assim, o EMDR reorganiza os componentes causadores das memórias negativas e permite a cura dos traumas.

Diferentemente das terapias tradicionais, onde a palavra é necessária para o relato dos fatos traumáticos, a técnica permite que os pacientes reprocessem em silêncio os acontecimentos que lhes causam vergonha ou humilhação. Mas atenção: procure um especialista devidamente habilitado para não agravar o problema, pois durante o tratamento, inúmeras lembranças e situações inesperadas podem surgir, e somente um profissional capacitado terá condições de lidar com determinadas ocorrências.

Crianças podem se beneficiar da técnica, cujas únicas contraindicações são os quadros psicóticos agudos (esquizofrenia), e mulheres grávidas.

 

 Como funciona o EMDR?

É uma terapia científica aprovada pela Organização Mundial de Saúde como uma nova forma de psicoterapia é realizada da seguinte forma:

Quando se pede ao cliente para lembrar-se de alguma situação ou sensação traumática, e lhe ajudamos a mexer os olhos de determinada maneira, o cérebro recebe a ajuda necessária para processar o fato e arquivá-lo de uma forma funcional. Perde-se a carga negativa associada ao evento, e muitas vezes se recuperam a lembranças positivas vinculadas a isso. Muitas pessoas relatam que a sensação da lembrança foi de fato colocada no passado, e que já não se incomodam mais ou lembrar dela.

   Ao se aplicar o estímulo visual, auditivo e/ou tátil, se estimula à rede onde ficou presa a lembrança. Dessa forma, se dá um “arranque” necessário ao mecanismo que restaura a capacidade de processamento do sistema, permitindo a busca de informações em outras redes neurológicas onde o cliente possa encontrar o que precisa para compreender o que lhe aconteceu. As duas redes (onde está arquivado o trauma e onde estão as informações úteis à compreensão) trabalham juntas num tipo de associação livre que se chama “processamento acelerado de informação.” Cada série de movimentos continua soltando a informação perturbadora e acelera essa informação através de um caminho adaptativo até que os pensamentos, sentimentos, imagens e emoções tenham se dissipado e são espontaneamente substituídos por uma atitude positiva.